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O início do horário eleitoral gratuito iniciou no dia 09 de outubro e termina em 12 de novembro de 2020. No segundo turno, a propaganda será do dia 20 de novembro até 27 de novembro de 2020. Ele marca o tempo do cidadão e da cidadã pensar na política. Ocorre a inversão do debate público, quando ele passa a entrar na casa das pessoas. 

Diferente de outros momentos, este é o momento em que a esfera pública entra na esfera privada, quando as pessoas entendem que vão ter que, em breve, decidirem em quem votar. 

A candidata tem que ocupar este espaço, não porque ele seja necessariamente decisivo para a decisão de voto, mas para que a candidata se apresente como uma possibilidade e amplie a sua visibilidade. 

A decisão sobre a divisão do tempo de televisão e rádio passa pelas direções partidárias em quaisquer dos formatos de eleições. Para tanto, é imprescindível que a mulher esteja envolvida ou conheça qual a estratégia que será adotada, inclusive para garantir bons espaços para as mulheres candidatas.

O Horário Eleitoral é divido em dois formatos: os programas tradicionais, no tempo de 10 minutos, duas vezes por dia em rádio e outras duas na televisão. Esse programa é exclusivo, nas eleições municipais, para candidaturas à prefeitura; e as inserções, de 30 e 60 segundos, que e dividem em 60% para candidaturas à prefeitura e 40% para candidaturas à vereança (esses percentuais se referem à quantidade de inserções que o partido tem direito).

A decisão desta divisão se faz pelo mapa de mídia. É nele que são preenchidas  qual candidata ou candidata vai passar na TV ou no rádio, em quais dias e em quais horários. 

Sobre esta distribuição, importante frisar que é no período final da campanha que a maioria das pessoas decidem seu voto. Então, deve haver nesta divisão a condição para que as mulheres candidatas estejam neste momento da campanha, haja vista o partido destina este tempo na reta final apenas para quem eles acreditam que vai ganhar. Ao mesmo tempo, só ganha as campanhas aquelas que são efetivamente apoiadas pelos partidos políticos. Não estar neste espaço gera um ciclo vicioso onde por mais que as mulheres tenham direitos garantidos, as dinâmicas eleitorais acabam por burlá-los.

Assim, a mulher candidata e a dirigente partidária devem estar atentas ao direito das candidaturas femininas estarem em, ao menos, 30% das inserções correspondente à vereança.

Não está claro o formato de fiscalização que a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral utilizarão nestas eleições. Foram solicitadas pela Bancada Feminina da Câmara dos Deputados ações de verificação sobre estes aspectos a estes órgãos de forma que seja efetivamente garantido este direito para as mulheres. No entanto, a candidata e dirigente partidária deve também fiscalizar e assistir o programa para confirmar se seu direito está sendo garantido.